Cenario Rural

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Práticas Sustentáveis Ganham Protagonismo Global

Agro sustentável como traçar um plano de sustentabilidade na sua produção (1)

Durante anos, o agronegócio brasileiro foi visto como um dos grandes vilões ambientais, especialmente em debates internacionais sobre desmatamento. No entanto, o setor tem passado por uma transformação significativa, adotando práticas sustentáveis que têm sido reconhecidas mundialmente como parte da solução para os desafios climáticos globais.

Duas das práticas que mais ganham espaço são a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e o plantio direto. Segundo dados da Embrapa, mais de 18 milhões de hectares no Brasil já utilizam ILPF, sistema que melhora a qualidade do solo, aumenta a produtividade e reduz as emissões de gases de efeito estufa. O plantio direto, por sua vez, contribui para retenção de carbono, melhora da estrutura do solo e economia de insumos.

Dados que comprovam o compromisso

Estudos do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e da Embrapa revelam que o Brasil é responsável por 8% da produção global de alimentos utilizando apenas 3% da área agricultável do planeta. Esse dado reforça a eficiência da produção nacional, especialmente quando comparada à de países com menor rigor ambiental.

Com a adoção de sistemas sustentáveis, o setor agropecuário brasileiro contribuiu para a redução das emissões nacionais de CO2 em 7,4% em 2024, segundo o Observatório do Clima. Essa queda está diretamente relacionada à recuperação de pastagens degradadas, uso racional de fertilizantes e investimentos em bioinsumos.

Agro regenerativo entra no radar

O conceito de agro regenerativo — que visa não apenas reduzir impactos, mas restaurar ecossistemas — começa a ser adotado em diversas propriedades brasileiras. Iniciativas como o programa Carbono+ Verde e projetos de pagamento por serviços ambientais já estão em fase piloto em estados como Mato Grosso, Pará e Bahia.

A exigência de sustentabilidade tem partido dos próprios consumidores e compradores internacionais. A União Europeia, por exemplo, já colocou em vigor regras de rastreabilidade obrigatória e proibição de importação de produtos ligados ao desmatamento. Isso tem acelerado a adoção de práticas ESG nas cadeias produtivas brasileiras.

Certificações e rastreabilidade em expansão

Certificações como o selo Carne Carbono Neutro, o RTRS (soja responsável) e o Rainforest Alliance têm ampliado presença nas exportações. Além disso, a utilização de blockchain e georreferenciamento tem permitido rastrear a produção desde o campo até o consumidor final.

Bancos públicos e privados vêm ampliando linhas de crédito voltadas para práticas sustentáveis. O Banco do Brasil e o BNDES, por exemplo, já disponibilizam financiamentos específicos para produtores que adotam ILPF, energia solar e manejo ecológico. Os títulos verdes do agronegócio movimentaram R$ 3,2 bilhões em 2024.

Educação e assistência técnica

A disseminação de práticas sustentáveis passa também pela qualificação dos produtores. Programas de extensão rural, parcerias com universidades e capacitações promovidas por cooperativas têm sido essenciais para levar inovação e consciência ambiental ao campo.

O agro brasileiro avança em uma nova direção, mais verde e mais estratégica. Se antes era visto como problema, agora começa a ser reconhecido como parte fundamental da solução climática. Com tecnologia, gestão e compromisso ambiental, o campo brasileiro mostra que é possível produzir mais, com menos impacto.

Fontes: Embrapa, IPAM, Observatório do Clima, CNA, BNDES, Banco do Brasil, Ministério da Agricultura, Notícias Agrícolas

 

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