O setor energético global está passando por transformações significativas, impulsionadas por inovações tecnológicas, flutuações de preços e políticas governamentais voltadas para a sustentabilidade. Este artigo aborda as fontes de energia que estão ganhando maior adesão no mercado, a variação nos preços, o crescimento de empresas do setor e os posicionamentos governamentais que moldam o futuro energético.
As Fontes de Energia Mais Procuradas no Mercado Atual
A transição energética continua acelerada, e algumas fontes de energia têm ganhado maior espaço devido à sua eficiência e viabilidade econômica.
Energia Solar em Expansão: A energia solar tem sido a principal escolha para projetos de eletrificação em regiões isoladas e para a redução da dependência de combustíveis fósseis em países emergentes. Em 2024, a energia solar representou 56% da nova capacidade de energia instalada no Brasil, consolidando-se como a fonte mais investida no setor.
Hidrogênio Verde em Ascensão: Empresas como a Shell e a Petrobras têm expandido seus investimentos no hidrogênio verde, considerado essencial para a descarbonização da indústria pesada e do transporte. Em 2025, a produção mundial de hidrogênio verde deve crescer 35% em relação a 2024, impulsionada por subsídios e metas de redução de emissões.
Bioenergia Ganha Força: A produção de biocombustíveis a partir de resíduos agrícolas está se expandindo, principalmente na União Europeia e na América Latina. No Brasil, a Galp Energia anunciou um projeto para produzir biocombustíveis de óleos vegetais hidrogenados (HVO) a partir de 2026.
Variações nos Preços de Energia
Entre 2000 e 2022, o custo unitário da energia elétrica para a indústria brasileira aumentou 1.154% em reais, superando a inflação acumulada no período. No entanto, políticas de incentivo às energias renováveis têm contribuído para a redução dos custos de geração, especialmente em fontes como solar e eólica, tornando-as mais competitivas.
Crescimento de Empresas no Setor de Energia
Empresas globais estão investindo em bioenergia. Por exemplo, a portuguesa Galp Energia anunciou a produção de biocombustíveis em larga escala a partir de 2026, utilizando óleos vegetais hidrogenados (HVO) para produzir biodiesel e combustível de aviação sustentável.
No Brasil, a mineradora Vale firmou acordos com a Eneva e a Origem Energia para o fornecimento de gás natural no mercado livre, visando suprir unidades como a de Tubarão, que consome cerca de 60% do gás natural da empresa.
Posicionamentos Governamentais e Políticas Energéticas
O governo brasileiro, por meio da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), prevê um crescimento médio anual de 3,4% na carga de energia elétrica entre 2022 e 2026, indicando a necessidade de expansão e diversificação da matriz energética.
Planos Decenais de Expansão de Energia, como o PDE 2034, delineiam estratégias para o setor nos próximos anos, enfatizando a integração de fontes renováveis e a modernização da infraestrutura energética.
Globalmente, iniciativas como a instalação de painéis solares flutuantes em reservatórios hídricos, exemplificada pelo projeto no Alqueva, Portugal, demonstram a sinergia entre diferentes fontes renováveis e a otimização do uso do espaço para geração de energia.
O setor energético está em constante evolução, impulsionado por inovações tecnológicas, mudanças nos preços e políticas governamentais voltadas para a sustentabilidade. A adoção de novas fontes de energia e a modernização da infraestrutura são essenciais para atender à crescente demanda e mitigar os impactos ambientais, garantindo um futuro energético mais limpo e eficiente.