Os mercados de milho e soja estão sob forte pressão, com os preços subindo devido às adversidades climáticas e demanda crescente. O milho atingiu R$ 72,50 a saca de 60 kg no Brasil, enquanto a soja chegou a R$ 147,80, refletindo incertezas na safra.
Impacto do clima extremo
A onda de calor que atinge o Centro-Oeste e Sul do Brasil prejudicou o desenvolvimento das lavouras, reduzindo a umidade do solo e afetando a produtividade. No caso da soja, há previsão de queda na produtividade em até 8%, segundo a Conab. Para o milho, a segunda safra, que representa a maior parte da produção nacional, pode sofrer reduções ainda mais expressivas caso não haja chuvas regulares nas próximas semanas.
Demanda aquecida
O mercado internacional segue aquecido, com China e União Europeia intensificando as compras. O dólar valorizado tem impulsionado as exportações brasileiras, tornando os grãos mais competitivos no mercado global. Os estoques internacionais estão baixos, o que aumenta a dependência do fornecimento sul-americano.
Setores afetados: A alta do milho impacta diretamente avicultores e suinocultores, que dependem do grão para alimentação dos animais. A elevação no custo da soja também pressiona o setor de óleos vegetais e biocombustíveis.
O que esperar do mercado?
A tendência é de manutenção dos preços elevados enquanto persistirem as incertezas climáticas. A saída pode estar na ampliação das áreas irrigadas e na adoção de variedades mais resistentes à seca. Especialistas alertam que a consolidação do fenômeno El Niño pode trazer mais desafios para o plantio das próximas safras.
Fontes: Conab, USDA, Cepea/Esalq, Bloomberg, Valor Econômico.