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Mercado internacional impulsiona preços no Brasil

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o mercado de café segue aquecido, com os preços registrando novas altas no início de fevereiro. A valorização tem sido impulsionada por fatores como a demanda internacional crescente, a menor oferta devido a condições climáticas adversas e a especulação no mercado de commodities.

O Cenário Atual do Café

No último fechamento da Bolsa de Nova York (ICE), a cotação do café arábica subiu 3,2%, atingindo US$ 2,32 por libra-peso – um dos patamares mais elevados dos últimos meses. No Brasil, o preço médio da saca de 60 kg do café arábica chegou a R$ 1.350, um aumento de 5,8% em relação à semana anterior. Já o café robusta, negociado na Bolsa de Londres (ICE Europe), também apresentou alta, sendo cotado a US$ 2.450 por tonelada, uma valorização de 4,1%.

Motivos para a Alta

A valorização do café tem sido puxada por diversos fatores. Um dos principais é o impacto climático em regiões produtoras do Brasil e da América Central. No Brasil, as chuvas irregulares e temperaturas acima da média em Minas Gerais e São Paulo reduziram as projeções de safra, afetando a produtividade das lavouras.

Além disso, a demanda global segue firme, especialmente por parte dos Estados Unidos e da Europa, onde o consumo de café premium tem crescido. Importadores buscam garantir estoques diante da possibilidade de novas oscilações no mercado.

A recente valorização do dólar frente ao real também contribuiu para os preços elevados, uma vez que os contratos de exportação se tornam mais atrativos para os produtores brasileiros, reduzindo a oferta no mercado interno.

Impacto para Produtores e Consumidores

Para os cafeicultores, o momento é positivo, pois a alta nos preços garante margens mais lucrativas, especialmente para aqueles que conseguiram segurar estoques das últimas safras. No entanto, para o consumidor final, a tendência é de aumento no preço do café nas prateleiras dos supermercados. Algumas torrefações já anunciaram reajustes entre 8% e 12% no valor dos produtos.

O setor de cafeterias também se movimenta para repassar parte desses custos. Especialistas apontam que o preço médio de um espresso no Brasil pode sofrer um aumento de até 10% nas próximas semanas, dependendo da região e do estabelecimento.

Apesar da alta nos preços, analistas indicam que a tendência pode se manter ao longo do primeiro semestre de 2025, caso as condições climáticas sigam adversas e a demanda permaneça aquecida. O mercado está atento às próximas projeções de safra, que serão divulgadas nas próximas semanas, podendo trazer novas variações nos preços.

Enquanto isso, produtores brasileiros seguem buscando estratégias para maximizar os lucros, como investimentos em certificações e qualidade para atender ao mercado internacional de cafés especiais, que segue em ascensão.

Fontes: ICE Futures, Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).

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