O milho registra nova alta no mercado, com a saca de 60 kg sendo comercializada a R$ 70,00, uma valorização de 4,7% na última quinzena. O cenário reflete a combinação de fatores como produção limitada e demanda firme, tanto no Brasil quanto no exterior.
Clima e Produção Nacional
O clima seco no Centro-Oeste tem reduzido as perspectivas para a segunda safra de milho, também chamada de safrinha, que representa cerca de 75% da produção total do país. Com a falta de chuvas, a estimativa de produção pode cair dos atuais 87 milhões de toneladas para cerca de 83 milhões, segundo a Conab.
Além disso, o avanço da colheita de soja tem atrasado o plantio do milho em algumas regiões, elevando os riscos climáticos para a cultura.
Exportações e Estoques
A demanda internacional segue firme, principalmente por parte da China, que recentemente fechou novos contratos de compra de milho brasileiro. No mercado interno, os estoques apertados impulsionam os preços, pressionando a cadeia produtiva de carnes e derivados, que depende do grão para alimentação animal.
Para os próximos meses, a tendência é de preços sustentados em patamares elevados, com possibilidade de novas altas caso as previsões climáticas não melhorem.
Variações cambiais e competitividade
A valorização do dólar frente ao real tem favorecido as exportações brasileiras de milho, tornando o produto mais atrativo no mercado internacional. No entanto, esse mesmo fator pode pressionar os preços internos, elevando os custos para os produtores de proteína animal que dependem do cereal como base da alimentação de seus plantéis.
A demanda pelo milho segue elevada, tanto no Brasil quanto no exterior. No mercado interno, o cereal é um dos principais insumos na alimentação animal, sendo essencial para a produção de carnes e ovos. Já no mercado externo, países como China, Irã, Japão e México seguem como grandes compradores do milho brasileiro, impulsionando as exportações.
Relatórios internacionais indicam uma possível redução nos estoques globais de milho, especialmente nos Estados Unidos e na Argentina, dois grandes produtores mundiais. Essa escassez pode impulsionar ainda mais a demanda pelo milho brasileiro, elevando os preços da commodity nos próximos meses.
Fontes: Conab, USDA, Cepea/Esalq, Bloomberg, Valor Econômico.