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Espanha Caminha para Encerrar Crise Global da Produção e Preços

Olive oil and olive branch on the wooden table outside

Nos últimos dois anos, o mercado global de azeite de oliva enfrentou uma das piores crises da história recente. Problemas climáticos na Europa e no Norte da África resultaram em safras ruins, queda na produtividade e disparada nos preços. Em 2023 e 2024, o preço do azeite mais que dobrou em muitos mercados, gerando escassez, alta nos custos de insumos e preocupação entre consumidores e exportadores.

Em 2025, a Espanha, maior produtor mundial de azeite, dá sinais de uma sólida recuperação. Estimativas da Associação Interprofissional do Azeite de Oliva Espanhol indicam que o país poderá colher cerca de 1,3 milhão de toneladas de azeite na safra 2024/25 — quase o dobro das 680 mil toneladas produzidas na temporada anterior.

Fatores que Impulsionaram a Retomada

A normalização do regime de chuvas nas regiões produtoras da Andaluzia, aliada a temperaturas mais amenas durante a florada e o desenvolvimento das azeitonas, foram determinantes para essa recuperação. Além disso, investimentos em irrigação eficiente e práticas agrícolas sustentáveis contribuíram para o desempenho acima do esperado.

Com a expectativa de maior oferta, os preços começaram a ceder. Em março de 2025, o litro do azeite extra virgem recuou até 48% em algumas regiões da Europa em comparação com os picos de 2024. Supermercados e redes de distribuição começam a normalizar estoques e rever contratos com fornecedores internacionais.

Alívio no Mercado Global

A recuperação da produção espanhola traz impacto direto no mercado global, já que o país representa mais de 40% da oferta mundial. Países que enfrentavam escassez, como Itália, Estados Unidos e Japão, devem ser beneficiados com maior disponibilidade e preços mais competitivos.

Para o Brasil, terceiro maior importador de azeite de oliva do mundo, a recuperação espanhola é uma boa notícia. O recuo nos preços internacionais deve aliviar os custos para importadores e varejistas nacionais, que vinham repassando aumentos agressivos ao consumidor final desde meados de 2023.

Sustentabilidade em Alta

Outro ponto positivo é que a recuperação ocorreu com práticas mais sustentáveis. A maioria dos novos investimentos na olivicultura espanhola priorizou redução do uso de água, controle biológico de pragas e certificações ambientais, o que reforça a imagem do azeite europeu como produto premium e responsável.

Apesar do alívio, especialistas recomendam cautela. O mercado segue exposto a variações climáticas e geopolíticas. A seca ainda preocupa em regiões do Norte da África e do Oriente Médio, e os estoques globais ainda estão em processo de recomposição.

Planejamento Estratégico do Setor

Entidades produtoras espanholas, como a COAG e a UPA, defendem que a retomada da produção seja acompanhada de estratégias comerciais mais sólidas, evitando novas bolhas especulativas. A diversificação de mercados e o fortalecimento de marcas de origem controlada estão entre as prioridades.

Com a recuperação da produção na Espanha, o mercado de azeite de oliva respira mais aliviado em 2025. A estabilização dos preços e a retomada da oferta global apontam para um novo ciclo de crescimento sustentável. Resta agora consolidar esse avanço com planejamento, resiliência climática e políticas de valorização do setor.

Fontes: El País, COAG, UPA, Ministério da Agricultura da Espanha, Olive Oil Times, International Olive Council, FAO

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