Cenario Rural

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Clima Irregular, Estoques Reduzidos e Mercado Aquecido

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O mercado global de café inicia 2025 sob o impacto de um clima instável nas principais regiões produtoras do mundo. No Brasil, chuvas irregulares e calor excessivo durante o período crítico de desenvolvimento da florada afetaram a formação dos frutos, gerando revisões nas estimativas da safra. O cenário pressiona os preços e acende o alerta para um possível desequilíbrio entre oferta e demanda.

A produção brasileira, segundo a Conab, deve alcançar cerca de 58 milhões de sacas de 60 kg na safra 2024/2025, uma queda de aproximadamente 7% em relação ao ano anterior. Além da menor quantidade, há preocupação com a qualidade dos grãos, especialmente nas regiões de Minas Gerais e Espírito Santo, onde o estresse hídrico prejudicou a maturação uniforme.

Preços em Alta nas Bolsas Internacionais

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures), os contratos futuros do café arábica operam em torno de 192 centavos de dólar por libra-peso, acumulando alta de mais de 12% no primeiro trimestre do ano. O robusta, negociado na Bolsa de Londres, também apresenta valorização, puxado pela menor oferta no Vietnã, outro importante produtor global.

Com a menor produção nos principais países exportadores, os estoques globais de café estão em patamares historicamente baixos. Segundo dados do USDA, os estoques finais da safra anterior recuaram 16%, o que reforça a tensão no mercado e aumenta a volatilidade dos preços.

Exportações Brasileiras Continuam Fortes

Apesar da redução na produção, o Brasil mantém ritmo firme de exportações. Em fevereiro, foram embarcadas 3,2 milhões de sacas, segundo o Cecafé. A demanda internacional permanece aquecida, sobretudo na Europa e nos Estados Unidos, que buscam garantir estoques para o segundo semestre do ano.

No mercado brasileiro, a saca de café arábica é negociada entre R$ 960 e R$ 1.050, dependendo da região e da qualidade do grão. Já o robusta gira entre R$ 750 e R$ 810. A valorização cambial e os custos elevados de produção mantêm os preços firmes.

Produtores Investem em Rastreabilidade e Qualidade

Com o aumento da exigência internacional por práticas sustentáveis e certificações, produtores brasileiros estão investindo em tecnologia, rastreabilidade e melhoria dos processos de pós-colheita. A busca por cafés especiais com valor agregado cresce, especialmente entre pequenas propriedades e cooperativas.

Fertilizantes, defensivos e mão de obra seguem com preços elevados, pressionando a margem dos cafeicultores. O cenário exige maior eficiência na gestão da lavoura e planejamento logístico para minimizar perdas e aproveitar momentos de mercado favoráveis.

Expectativas para o Segundo Semestre

Analistas indicam que os preços devem seguir sustentados até o início da próxima colheita, em meados de 2026. A menor oferta combinada com a demanda estável tende a manter o café como uma das commodities de maior destaque no agronegócio internacional.

O café entra em 2025 como protagonista no cenário das commodities agrícolas. A menor oferta, combinada com estoques baixos e consumo resiliente, cria um ambiente de preços firmes e alta volatilidade. O produtor que investir em qualidade e gestão estratégica terá mais chances de aproveitar esse ciclo positivo.

Fontes: Conab, Cecafé, USDA, ICE Futures, Bloomberg, Valor Econômico, Notícias Agrícolas

 

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