Os preços da soja seguem em tendência de alta, impulsionados por fatores climáticos e demanda internacional aquecida. Nesta quinta-feira (27), a saca de 60 kg fechou cotada a R$ 117,50, refletindo um aumento de 5% na última semana.
Impactos do Clima e Produção Reduzida
As lavouras de soja no Brasil enfrentam desafios devido ao fenômeno El Niño, que tem causado secas prolongadas no Centro-Oeste e excesso de chuvas no Sul do país. Segundo a Conab, a estimativa inicial de produção foi reduzida de 154 milhões para 149 milhões de toneladas, pressionando a oferta e elevando os preços no mercado interno e externo.
Outro fator determinante para a valorização é a demanda constante da China, maior importadora do grão. A necessidade de reposição dos estoques chineses tem feito com que a soja brasileira seja ainda mais valorizada.
Reflexo nos Setores e Previsões
A alta da soja impacta diretamente a produção de óleo e farelo, fundamentais para a indústria alimentícia e de ração animal. O setor de biodiesel também acompanha essa valorização, impulsionando a demanda.
Para os próximos meses, especialistas indicam que os preços devem continuar elevados, com um possível alívio apenas na safra dos Estados Unidos, que começa a ser plantada no segundo trimestre do ano.
A valorização do dólar frente ao real torna as exportações brasileiras mais competitivas no mercado internacional. No entanto, essa mesma valorização encarece os insumos importados, como fertilizantes e defensivos agrícolas, aumentando os custos de produção para os agricultores.
A crescente demanda por soja, especialmente da China, principal importador do grão brasileiro, tem pressionado os preços para cima. Além disso, o aumento do consumo interno para a produção de biodiesel e rações animais intensifica a procura, reduzindo os estoques disponíveis e elevando os valores no mercado doméstico.
Impactos nos Preços
A interação desses fatores resultou em uma tendência de alta nos preços da soja. Em fevereiro de 2025, a saca de 60 kg atingiu R$ 147,80, refletindo as incertezas na safra e a forte demanda. Especialistas apontam que, caso as condições climáticas não melhorem e a demanda externa continue aquecida, os preços podem sofrer novos aumentos nos próximos meses.
Fontes: Conab, USDA, Cepea/Esalq, Bloomberg, Valor Econômico.