O mercado do café continua em alta, refletindo uma combinação de oferta restrita, alta demanda e influência cambial. Na Bolsa de Nova York, os contratos futuros do arábica atingiram US$ 2,50 por libra-peso, um avanço de 4,8% na semana, consolidando a tendência de valorização.
Motivos da alta
A recente escalada dos preços se deve a uma série de fatores. No Brasil, maior produtor mundial, as condições climáticas afetaram a safra 2024/2025, reduzindo a oferta e aumentando os custos de produção. Além disso, a logística de exportação tem enfrentado desafios, encarecendo o escoamento da produção.
A demanda internacional segue forte, principalmente nos Estados Unidos e Europa. O consumo per capita cresce, impulsionado pelo setor de cafeterias e pelo aumento da popularidade de cafés especiais. Com estoques reduzidos e uma colheita menor prevista para 2025, os preços seguem firmes no mercado internacional.
Impacto para o consumidor
Para os brasileiros, o reflexo dessa alta já é sentido nos supermercados. O preço do café torrado subiu 6,2% no último mês, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). Especialistas alertam que novos reajustes podem ocorrer até o fim do primeiro semestre, caso a oferta continue pressionada.
A tendência é de manutenção da alta nos próximos meses, com possibilidade de estabilização caso as previsões de uma safra melhor para 2026 se confirmem. Até lá, produtores e exportadores seguem atentos às variações climáticas e ao cenário cambial.
Fontes: ABIC, Cepea/Esalq, Bolsa de Nova York, USDA, Bloomberg.